FIGURA HUMANA

 

A beleza, não pode ser descrita em termos exatos, pré-requisitos da "beleza perfeita" correm o risco de sofrerem influência pelo gosto pessoal, que varia de acordo com a evolução da sociedade, pois o que era belo para Leonardo da Vinci e Boticelli, hoje é uma fonte de renda para massagistas e esteticistas.

Traduzir em linhas simples e objetivas, a anatomia artística, destacando o vigor, a elegância e a graça do corpo humano sadio, é um desafio para o artista. Contudo, o emprego das escalas de proporção – ou cânones ( medidas que estabelecem todas as proporções do corpo e constituem a medida ideal para a figura humana) , torna esta tarefa muito mais fácil. O amor pelo desenho e uma observação detalhada antes de cada traço de lápis, é essencial para um acabamento perfeito.

Ao progredir em sua carreira, o artista percebe que seu trabalho precisa de uma boa base de anatomia. Os grandes mestres do passado compreenderam isto e seus conhecimentos de anatomia eram comprovados principalmente nos esboços preliminares, até hoje preservados, de suas obras.

Para expressar formas exteriores, é preciso tomar conhecimento da estrutura óssea e muscular, e suas proporções. A proporção é a relação comparada de uma coisa para outra, e um padrão ou unidade de medida deve ser estabelecido. Em arte, este padrão chama-se "cabeça", na sua distância que vai da parte superior do crânio à ponta do queixo.

As proporções ideais sofrem alterações de acordo com a idade, raça, ou o tipo físico do modelo. Pôr exemplo, a criança com um ano de idade aproximadamente, tem em média 4 cabeças de altura; o homem norte-americano possui 8 cabeças de altura e o homem brasileiro, em média 7½ cabeças de altura.

Os ossos da mulher são mais curtos e têm superfícies menos ásperas que os do homem. O osso do peito ( esterno ) é mais curto e mais recurvado, e a pélvis é mais longa e mais baixa dando maior amplidão aos quadris. Os ombros são mais estreitos, as espáduas mais arredondadas. Os braços do homem são mais longos em relação ao tronco que é proporcionalmente maior na mulher, as pernas são mais longas e o crânio é maior. O centro da figura feminina fica acima do púbis, ao passo que no homem é quase no próprio púbis.

As crianças de três anos têm mais ou menos a metade da altura do adulto. À medida que cresce mudam as proporções e aos 25 anos o desenvolvimento é completo. Os músculos dos adultos respondem aproximadamente pela metade do peso do corpo. Na velhice o tamanho diminui, devido ao endurecimento e à retração das cartilagens entre os ossos.

Antes de começar um desenho, procure em cada caso, a forma geométrica básica, na qual a ação e a massa da figura caberão. Se puder discernir a forma geral que governa o modelo desde o início – além da pose – estará resolvida mais da metade do problema.

Comece seu desenho, delimitando o espaço do papel que será utilizado, com linhas horizontais, verticais ou diagonais, que passem pela parte superior e inferior do desenho; esboce os contornos com linhas suaves, traçadas livremente, procurando conseguir o aspecto geral da figura, visualizando-a no total e colocando-a no papel, no tamanho desejado. Enquadre com linhas retas que passem externamente às saliências da figura para obter melhor idéia das direções das linhas. As linhas horizontais que passam pelo corpo representam as formações principais e a direção que elas tomam em relação com a linha vertical, determinam a ação do corpo. Desenhe estas linhas de guia levemente pelos ombros, peito, quadris e joelhos, que deverão ser apagadas ou desaparecerem à medida que o desenho evoluir.

A maioria das linhas da figura humana são relativamente retas, deve-se desenhar muito levemente a fim de não tornar a obra muito pesada e dificultar as correções. Esboce dentro das linhas, os contornos dos membros e músculos, simplificando o quanto possível, o volume geral da massa, sempre comparando e relacionando tamanhos e posições, com 95% de observação do modelo e 5% de execução do desenho.

Finalize, aperfeiçoando os contornos, com linhas mais definidas e precisas, e utilizando o jogo de luz e sombra para dar volume e movimento à sua obra.

GISELE BARBOSA DE MELLO


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